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COMO PREVENIR LESÕES DE OMBRO NO TRABALHO

15 de abril de 2020 por innove

Lesões de ombro estão associadas a posturas fazem sobrecargas biomecânicas em seus músculos e tendões. Como o braço fornece uma alavanca muito longa, até segurar pequenas cargas na mão com o braço afastado do corpo vai rapidamente resultar em fadiga e desconforto no ombro, além de colocar uma pressão substancial nos tendões do ombro.

A articulação do ombro é uma articulação que permite movimento multidirecional. Ele sacrifica a estabilidade pela mobilidade e, por isso, é mais suscetível a lesões. A maioria das demandas de trabalho exige que pelo menos 90% do trabalho seja realizado com os braços estendidos na frente do corpo.

De acordo com dados do SINAM (Sistema Nacional de Atendimento Médico), as lesões de ombro ocupam o segundo lugar na lista, só perdendo para os casos de dorsalgia (que na grande maioria das vezes está associado a um déficit de alongamento que muitas vezes não é avaliado pelos profissionais de saúde):

Tipos de doenças relatadas pelo SINAM de 2012 a 2018 no Brasil

Essa postura sustentada pode levar a desequilíbrios musculares ao longo do tempo, desenvolvendo rigidez nos músculos da frente e fraqueza nos músculos das costas do ombro. Se não soubermos como combater essas posturas sustentadas do braço, focando em manter um bom equilíbrio dos ombros, o impacto dos tendões do manguito rotador pode se desenvolver, levando à Síndrome do Impacto.

Potenciais lesões do Ombro relacionadas ao trabalho:

  • Tendinite do manguito rotador (síndrome do impacto)
  • Bursite
  • Tenossinovite bicipital
  • Síndrome do ombro congelado (capsulite adesiva)

A Organização deve pensar em prevenção

Lesões no ombro podem ser evitadas. Há várias coisas que podemos fazer para diminuir o risco de fadiga e desconforto no ombro dos membros da equipe.

A. Siga os princípios de design ergonômico;

B. Educar e treinar membros da equipe;

C. Reconhecer e relatar sinais precoces de MSDs;

D. Realizar um mapeamento de sobrecargas biomecânicas das tarefas;

E. Realizar avaliações Físico-Funcionais Admissionais, Periódicas e Demissionais.

A. Princípios de design ergonômico

Ergonomia é a ciência de ajustar o trabalho ao trabalhador, garantindo que os trabalhos e tarefas estejam dentro das capacidades e limitações do trabalhador. Faz parte do compromisso da sua empresa fornecer um local de trabalho seguro.

Um processo sistemático de melhoria ergonômica, reduz o risco de lesões, melhora o desempenho do trabalho e cria com eficiência um produto melhor. O processo de melhoria ergonômica da empresa deve procurar corrigir movimentos excessivos de flexão e abdução do ombro sempre que possível.

Princípios de design ergonômico para prevenção de lesões no ombro:

  • Colocar itens e peças entre os ombros e a altura da cintura;
  • Evitar alcances acima do ombro e reduzir qualquer alcance excessivo;
  • Evitar flexões e abduções acima de 45° do ombro;
  • Ter um estudo da população trabalhadora, com uma boa avaliação físico-funcional;
  • Ter um mapeamento de sobrecargas biomecânicas que afetam os funcionários daquele setor.

B. Educar e treinar membros da equipe

Más práticas de trabalho, um perfil de saúde físico-funcional ruim, e, nenhum reconhecimento de sinais e sintomas precoces pelos membros da equipe contribuem para distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT). 

Realize um mapeamento de sobrecargas biomecânicas para controlar os fatores de risco relacionados aos membros da equipe e melhorar o desempenho humano.

  • Os membros da equipe devem ser instruídos sobre técnicas de elevação adequadas para reduzir o estresse no pescoço e ombro.
  • Os membros da equipe também devem ser treinados e motivados para realizar alongamentos específicos para combater o aperto e a compressão no pescoço e ombros.
  • Os membros da equipe devem ser orientados, incentivados e motivados a adotar bons hábitos de saúde e manter seu corpo apto para o trabalho.

C. Reconhecer e relatar sinais precoces de DORT

Aos primeiros sinais de fadiga e desconforto excessivos, os membros da equipe devem estar capacitados para reconhecê-los e fortemente incentivados a informar ao SESMT. 

Quando um relatório inicial é recebido, o fisioterapeuta do trabalho deve realizar uma consulta físico-funcional de intervenção precoce individual para identificar as causas-raiz e ajudar o funcionário a utilizar as melhores práticas de prevenção de lesões.

D. Mapeamento de sobrecargas biomecânicas

Um bom mapeamento de sobrecargas biomecânicas ajuda a identificar os principais pontos articulares que estão atingindo os funcionários na tarefa desenvolvida por eles. Este mapeamento serve como base para demandas de estudos ergonômicos mais específicos. 

Serve também para o direcionamento do processo de recrutamento e seleção de vagas, que podem ser direcionadas com base nos dados levantados no mapeamento e analisados em conjunto com a avaliação físico-funcional admissional.

Exemplo de Mapeamento de Sobrecargas Biomecânicas

 E. Avaliação físico-funcional admissional, periódica e demissional

Para o exame admissional físico-funcional fisioterapêutico, devemos levar em consideração parâmetros mínimos de saúde físico-funcional e parâmetros específicos da atividade que trabalhador/candidato desempenhará. Isto caracteriza o exame como protetor da saúde do candidato, pois caso não fosse realizado comprometeria o que apresentasse parâmetros estatisticamente de alto risco.

Da mesma forma, o exame demissional físico-funcional fisioterapêutico, permite atestar a situação físico-funcional do indivíduo, como prova real para sua futura admissão a outros contratos de trabalho.

O exame periódico físico-funcional fisioterapêutico, permite que haja um controle adequado da saúde físico-funcional do trabalhador, permitindo intervenções adequadas aos prováveis distúrbios físicos passíveis de serem instalados e permitem também que se proceda a mudanças de função de forma acertada.

Ambos os exames possuem códigos no RNPF – Referencial Nacional de Procedimentos Fisioterapêuticos, referenciados no Resolução COFFITO 482/2017, norteando assim o procedimento profissional:

  • 131.069.124 – Exame Admissional e Demissional cinesiológico-funcional;
  • 131.069.125 – Exame periódico cinesiológico-funcional

Os exames admissionais cinesiológico-funcionais gerais podem ser realizados antes ou após o exame médico admissional. Mas para fins de custo, sendo realizado previamente diminui consideravelmente o erário da empresa contratante. Pois o exame admissional cinesiológico-funcional tem um custo final menor que o exame médico admissional, e as inadequações encontradas no mesmo são determinantes para o aumento do risco de contratação do trabalhador, independentemente do resultado do exame médico admissional.

As consequências de uma abordagem reativa aos distúrbios osteomusculares (LER/DORT)

25 de março de 2020 por innove

Os distúrbios osteomusculares são uma experiência dolorosa para os funcionários, um problema oneroso para as organizações e uma grande dor de cabeça para o SESMT.

Normalmente, as organizações realizam uma abordagem REATIVA a este quadro. Infelizmente, uma abordagem reativa aos distúrbios osteomusculares faz com que todos percam. Funcionários perdem. As organizações perdem. Líderes de segurança perdem.

Uma experiência dolorosa

Os funcionários que sofrem de distúrbios osteomusculares, realmente são atingidos pela maioria das consequências de uma abordagem reativa.

Os distúrbios osteomusculares, ainda hoje são a principal causa de dor, sofrimento e incapacidade na força de trabalho de acordo com dados estatísticos da Previdência Social. Este quadro pode diminuir a qualidade de vida da pessoa portadora do distúrbio, e, afetar drasticamente sua capacidade de obter renda e sustentar sua família.

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Portanto, lembre-se de que, por trás de cada número no final da coluna de lesões, há uma pessoa que fornece uma parte de sua vida para ajudar sua empresa a atingir os seus objetivos.

Um contratempo caro

Uma abordagem reativa aos distúrbios osteomusculares causa um problema oneroso para as organizações, pois, além da compensação do trabalhador e dos custos médicos, essas lesões custam às organizações horas de produtividade perdida, honorários legais caros, tempo administrativo tedioso e uma cultura de segurança danificada.

As consequências que uma abordagem reativa tem sobre os funcionários e a organização também criam uma grande dor de cabeça para o SESMT.

Entre as auditorias, as reuniões, a papelada e várias outras coisas que você precisa fazer hoje, a última coisa que você quer é saber sobre outra lesão por distúrbios osteomusculares em sua organização. Isso apenas adicionará mais ao seu prato, estragará o registro de segurança e danificará a cultura de segurança que você está tentando criar.

Estamos perdendo muito

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Não sei você, mas odeio perder. 

Na maioria das vezes, uma abordagem reativa é o problema. Não interpretem mal – é importante gerenciar um caso de distúrbios osteomusculares bem depois que ele já aconteceu. Mas os distúrbios osteomusculares são evitáveis, e o melhor valor para seu investimento de recursos está na prevenção.

Essa simples mudança de filosofia capacitaria as organizações a evitar quase todos os distúrbios osteomusculares relacionado ao trabalho.

Prevenção é o melhor remédio. Nosso trabalho é ajudá-lo a vencer!

Sua empresa tem uma abordagem proativa ou reativa em relação aos distúrbios osteomusculares? Conta pra gente!

Mapeamento das Sobrecargas Biomecânicas

25 de março de 2020 por innove

Atualmente, por parte de empresas, há uma preocupação com o desenvolvimento de doenças ocupacionais, distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho, bem como com o controle dos acidentes de trabalho.

É importante destacar que boas condições de trabalho são associadas não apenas ao cumprimento de normas trabalhistas e à luta contra as doenças ocupacionais, mas também à promoção de melhores condições de vida no ambiente de trabalho, tendo em vista que o homem despende, em média, cerca de 8 horas diárias no trabalho, equivalendo a um terço de seu tempo.

Tendo em vista a influência dos fatores pessoais, biomecânicos, organizacionais e psicossociais relacionados ao trabalho, a avaliação desses fatores é necessária para o estabelecimento da associação entre estes e a possibilidade de surgir e/ou agravar um quadro de sinais e sintomas no trabalhador.

Neste contexto, o mapeamento das sobrecargas biomecânicas se torna uma ferramenta de grande ajuda para a organização, uma vez que, de posse destas informações acaba se otimizando os processos de:

  • Contratação: de posse de um mapeamento biomecânico da função, o fisioterapeuta do trabalho e o médico do trabalho podem realizar uma consulta admissional mais completa e específica do candidato, verificando as suas características físico-funcionais e determinando assim, se ele está apto ou não para exercer a tarefa para qual se candidatou;
  • Investigação de queixas: o mapeamento de sobrecargas biomecânicas serve de auxílio na investigação de queixas de desconforto/dor relatadas em ambulatório e/ou exames periódicos, facilitando o entendimento do nexo da queixa apresentada com a tarefa desempenhada;
  • Readaptação/Retorno ao trabalho: A nova NR 7 fala em seu item 7.5.9.1 “[…] No exame de retorno ao trabalho, a avaliação médica deve definir a necessidade de retorno gradativo ao trabalho.[…]” e, na proposta da nova NR 17 o texto diz “[…] 17.4.3.1 Quando do retorno ao trabalho, após qualquer tipo de afastamento igual ou superior a 15 (quinze) dias, a exigência de produção deverá permitir um retorno gradativo aos níveis de produção vigentes na época anterior ao afastamento.[…]”.  Com um mapeamento de sobrecargas biomecânicas das tarefas, o cumprimento destes itens acaba se tornando mais preciso e eficiente para organização;
  • Identificação de demandas: o mapeamento das sobrecargas também é uma ótima ferramenta para identificação de demandas biomecânicas que necessitam de uma análise ergonômica específica, detectando com isto as eventuais fontes geradoras de distúrbios ocupacionais;
  • Contratação de PCD: o relatório de mapeamento ajuda a organização na distribuição de PCDs com deficiências físico-funcionais nas diversas tarefas compatíveis com suas limitações.

Algumas condições de trabalho envolvem esforços inadequados ou a manutenção de uma mesma postura por longos períodos, a atividade constante ou sustentada de um determinado grupamento muscular e/ou o apoio de uma mesma parte do corpo em uma determinada superfície. Estas condições são grandes causadoras de distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho, distúrbios estes que, são identificados através de um mapeamento de sobrecargas junto aos funcionários e quantificado pontualmente em cada grupo articular.

A análise das propriedades biomecânicas do aparelho locomotor, tais como as posturas dinâmicas, a mobilidade articular e a força muscular, são alguns dos métodos utilizados pela Biomecânica Ocupacional para determinar os limites e capacidades humanos para a realização de tarefas laborais sem o risco de lesões

A melhoria das condições de trabalho é, prioritariamente, um processo de transformação social, cabendo ao conhecimento científico determinar os fundamentos dessa transformação. O estudo do trabalho e a aplicação prática dos resultados permitem a consolidação desse projeto de transformação.

Você sabia que a Gestão Ergonômica pode fazer isso por você? 

Abandone a postura reativa no manejo de queixas e afastamentos. Seja proativo para diminuir o impacto negativo das perdas e desperdícios

Entre em contato com a gente!

innoveergonomia.com.br

Termografia aplicada a FISIOTERAPIA (e a ERGONOMIA)

12 de fevereiro de 2020 por innove

De acordo com Mcardle (1994), a dor muscular tem causa desconhecida, mas o grau de desconforto depende da intensidade e duração do esforço e do tipo de atividade realizada (FILUS, 2011).

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As demandas por produtividade e competitividade que as empresas vêm sofrendo, tornam cada vez maiores as pressões sobre os trabalhadores, que sentem cada vez mais os efeitos de um novo ambiente de trabalho.

A relação entre dor muscular-esquelética e desconforto devido à postura, utilização de força, peso estático e abusivo inconvenientes, relacionados às atividades desempenhadas, estão entre os fatores considerados como indicadores do design dos postos de trabalho.

Para realizar a tarefa, com os meios disponíveis e nas condições definidas, o trabalhador desenvolve uma atividade. Esta atividade é a resposta do indivíduo ao conjunto destes meios e condições caracterizados pelos comportamentos reais do mesmo em seu local de trabalho. Os comportamentos podem ser físicos, tais como gestos e posturas, ou mentais, representados por competências, conhecimentos e raciocínios que guiam os procedimentos realmente seguidos (GUÉRIN, 2001).

O relato de fadiga tem sido examinado de numerosas formas: incluindo a fadiga generalizada, fadiga nos membros inferiores, e a combinação da fadiga com o desconforto local e dor. A limitação na atividade normalmente é provocada inicialmente pelo desconforto e posteriormente pela queixa de dor (MARÇAL; SILVA; NETO, 2016).

HIPÓCRATES notou variáveis de temperatura em diferentes partes do corpo humano. Ele considerou o aumento do calor inato do corpo humano como o principal sinal diagnóstico de doença, em 400 AC, Hipócrates usava as diferenças em temperatura para identificar patologias nos órgãos, colocando barro no corpo da pessoa e observando onde a lama secava mais rápido, indicando que estava mais quente a pele no local.

Barro identificando o local de maior temperatura

Estando as sobrecargas que geram desconforto e dor, relacionadas com processos inflamatórios, e, admitindo que a inflamação gera calor (GARCIA, 2004), supõe-se que o nível de sobrecarga músculo-esquelética pode ser avaliada através da medida da temperatura. Para isso, pode-se utilizar a Termometria Cutânea, que é uma ferramenta de avaliação não-invasiva que mede a quantidade de radiação infravermelha emitida pelos corpos que pode ser qualificada e quantificada através da CIF (OMS, 2003). Segundo o International Consensus and Guidelines for Medical Thermography, ou Diretrizes e Consenso Internacional de Termografia Médica, podemos definir o exame conhecido por Termografia Humana, como sendo:

“Uma modalidade de captação da radiação infravermelha do corpo ou de partes, que mensura e mapeia indiretamente a distribuição da temperatura emitida pela superfície corporal, determinando imagens relacionadas à mesma”.

Sendo assim, o exame de termografia infravermelha se constitui de método diagnóstico por imagem que por meio de sensor acoplado a um sistema computacional, mensura à distância a radiação infravermelha emitida pela superfície cutânea com sensibilidade de 0,05 °C, isto é, sem contato físico.

Segundo Wallace (2016), a termografia por infravermelho se apresenta como uma ferramenta útil às profissões relacionadas ao movimento humano, tais como a fisioterapia, a educação física e a medicina esportiva. Mas, diferentemente das aplicações da termografia em outras áreas da saúde, onde a imagem térmica estática procura correlação com órgãos e estruturas, a termografia do movimento é embasada pelo aspecto dinâmico formador das imagens termográficas.

Ainda de acordo com o autor, a termografia infravermelha tanto mensura quanto mapeia o grau e a distribuição das mudanças de temperatura na pele. A temperatura cutânea está, em grande parte, sob controle do sistema nervoso visceral/neurovegetativo esperando-se assim na presença de um sistema nervoso integro uma similaridade direita/esquerda de todo o corpo. Entretanto, devem-se levar em conta dois pontos fundamentais:

1. A termografia não é um exame isolado. Sempre é necessário correlacionar o padrão de distribuição térmica com a avaliação clínica do cliente.

2. A termografia não é um teste anatômico, mas sim funcional e, portanto, quando na suspeita de lesão estrutural, outros métodos de imagem devem ser executados.

Sobrecarga biomecânica em ombro esquerdo

Termografia na Fisioterapia do Trabalho

A fisioterapia do trabalho tem como grande área de atuação a ergonomia. E dentre os diversos métodos interpretativos utilizados na ergonomia, a termografia tem se tornado relevante para o seu estudo, prevenção de lesões e doenças no trabalho.

No universo da fisioterapia do trabalho a análise físico-funcional do candidato ao trabalho e do trabalhador, demanda métodos e técnicas capazes de permitir a documentação do estado metabólico geral e específico, em sintonia com o que prescreve o Ministério do Trabalho. E baseado nestes fundamentos a termografia laboral, ocupacional ou do trabalho, como vem sendo chamada, se diferencia da termografia de estruturas não humanas/industriais utilizada pela engenharia e abre caminho técnico cientifico para reforçar a atuação do fisioterapeuta no ambiente do trabalho e produção.

Ela é útil em vários segmentos, como por exemplo em:

  • PROCESSOS DE SELEÇÃO: Exames Admissionais;
  • GESTÃO DA SAÚDE OCUPACIONAL: Exames Periódicos; Exames de Mudança de Função; Exames Demissionais; Controle Metabólico; Controle Biomecânico;
  • TERMOGRAFIA PERICIAL: Carga Metabólica Laboral; Risco Biomecânico;

A termografia infravermelha pode ser um bom instrumento para quantificar a sobrecarga na região de queixa apontada pelo funcionário evitando assim a subjetivação da sensação de cansaço e dor/desconforto.  Com uma boa anamnese, aliada a investigação clínica físico-funcional, pode-se identificar disfunções de movimento determinam queixas dos funcionários, que podem estar relacionadas à atividade, podendo ser mapeada conforme o exemplo abaixo:

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A imagem termográfica, aliada a uma avaliação físico-funcional bem conduzida, se torna uma boa indicadora de dor/sobrecarga, quando comparada à avaliação subjetiva de queixa de dor dos funcionários em exames médicos periódicos e/ou fisioterapêuticos periódicos.

Funcionário com queixa de dor em ombro direito

A termometria cutânea é referenciada pela Resolução COFFITO nº 482/2017, que em conjunto com a Resolução COFFITO 370/2009, pode ser uma ferramenta utilizada pelo fisioterapeuta na realização do diagnóstico térmico, e no acompanhamento de queixas dos funcionários em suas avaliações clínicas periódicas. 

Já conhecia a Termografia do Movimento? Você conhece alguma empresa que faz uso desta tecnologia? Conta pra gente nos cometários!

Quando a Ergonomia impacta no RH

12 de fevereiro de 2020 por innove

Muitas empresas, principalmente aquelas com capital estrangeiro, ergonomia é cultural, tratada como algo muito importante dentro da organização.

Os programas de gestão em ergonomia têm como cerne prevenir e resolver problemas relacionados à saúde do trabalhador e isso já seria o suficiente para que uma empresa desenvolvesse um programa. Entretanto, este único motivo, “saúde do trabalhador” não parece ser suficiente fazendo com que muitas organizações enxerguem a ergonomia como um custo que vai sendo jogado para o último lugar na fila das prioridades.

Ocorre que uma análise profunda e longitudinal do impacto de um programa de gestão em ergonomia pode revelar gratas surpresas como por exemplo beneficiar o departamento de Recursos Humanos (RH). Parece que uma coisa não tem ligação com a outra, principalmente porque ao pensar em ergonomia muitas vezes o pensamento vai em direção à uma boa cadeira ou mesa de trabalho e isso o RH já tem.

Mas na verdade, a boa ergonomia vai desenvolver um mecanismo de gestão das queixas com indicadores dos setores mais críticos da empresa. Vai desenvolver a administração dos atestados e organização dos mesmos facilitando para o RH o gerenciamento do departamento quando o assunto for a saúde dos trabalhadores.

Outro desafio para o departamento de recursos humanos é a descrição dos cargos. Habitualmente é lançado no cargo aquilo que a classificação brasileira de ocupação genericamente diz que aquela função faz. A descrição genérica pode gerar efeitos colaterais como discrepâncias salariais, características de desvios de função, dificuldade em desenvolver a política de cargos e salários dentre outros problemas.

Uma boa análise ergonômica irá analisar as tarefas reais do trabalhador in loco. Ou seja, haverá descrição detalhada de todas as tarefas e atividades inerentes a determinada função. Desta forma, o RH poderá fazer uso destas informações reais e cuidadosamente colhidas para preencher adequadamente a descrição do cargo.

Vejamos que hoje existem empresa que cobram valores relativamente elevados só para captar e detalhar os cargos de uma empresa. Ao desenvolver uma análise ergonômica a empresa além de cuidar da saúde do trabalhador vai gerar um impacto positivo no departamento de RH sem qualquer custo adicional.

Pontuado isto, você está:

·        Contente com as descrições de cargos da sua empresa?

·        Da maneira que os cargos estão descritos, não há uma característica de desvio de função?

·        Você está contente com a gestão de atestados?

·        Você tem indicadores dos setores com maior número de queixas?

·        Qual é o CID que mais atinge a sua empresa?

Responda todas estas e outras perguntas desenvolvendo uma boa análise ergonômica.

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5 Itens indispensáveis para incluir no documento de orientação do processo de Ergonomia na empresa

12 de fevereiro de 2020 por innove

Um documento de orientação do processo de ergonomia é uma ferramenta útil para gerenciar um processo de ergonomia bem-sucedido e sustentável .

As iniciativas de ergonomia mais bem-sucedidas e sustentáveis têm dois pontos principais em comum, são eles:

1.  Visão como um processo estratégico de melhoria contínua

A ergonomia deve ser vista como um processo sistemático de aprimoramento que agrega enorme valor à organização. Esse processo está inserido nas operações diárias da organização para melhorar o desempenho no local de trabalho, além de saúde e segurança.

2.  Gerenciamento

Os processos de negócios bem gerenciados têm suporte/propriedade da liderança, objetivos, funções definidas, expectativas de desempenho e passam por uma revisão regular.

Para o processo ter essas características, a empresa precisará estabelecer um documento de orientação do processo de ergonomia. Este documento fornecerá a base para o processo de ergonomia. É uma ferramenta que se aprimora continuamente ao longo do tempo.

O documento de orientação do processo de ergonomia deve incluir:

1.  Declaração de conhecimento e suporte ao processo de ergonomia

2.  Metas e objetivos

3.  Funções e expectativas de desempenho

4.  Principais métricas e indicadores de desempenho

5.  Planejar uma revisão e auditoria regulares do processo de ergonomia

1. Conhecimento e Suporte

O ponto principal de qualquer processo de ergonomia é que a liderança deve conhecer e apoiar o processo, para ter uma chance de causar um impacto duradouro na organização. Isso deve ser documentado no manual de orientação do processo de ergonomia e as principais partes interessadas devem indicar seu compromisso com o processo.

Se, ou quando, um dos principais responsáveis não estiver mais presente na empresa, um novo responsável deve ser estabelecido e o documento de orientação deve ser atualizado para refletir a mudança de liderança.

2. Metas e objetivos

Metas para o processo devem ser estabelecidas para fornecer orientação e responsabilizar todos pelo cumprimento dos objetivos principais. Esses objetivos devem estar alinhados com outros objetivos e iniciativas organizacionais.

3. Funções e expectativas de desempenho

É extremamente importante que todos na organização conheçam e compreendam seu papel no processo de ergonomia. Papéis e responsabilidades devem ser claramente definidos e comunicados . Expectativas específicas de desempenho devem ser definidas e as pessoas responsáveis por atender às expectativas.

4. Métricas e indicadores de desempenho

Métricas e indicadores de desempenho devem ser escolhidos e claramente definidos no documento de orientação. Todo mundo precisa saber e entender como a pontuação será mantida ao longo do processo. Uma combinação de indicadores deve ser usada para rastrear com precisão as atividades, o progresso e os resultados finais.

5. Processo de Revisão

Como qualquer processo de negócios, uma revisão/auditoria regular deve ser realizada para identificar oportunidades de melhoria contínua e para celebrar o sucesso ao longo do caminho.

A sua empresa já possui um processo de Ergonomia orientado à Gestão Ergonômica?

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Avaliação Físico-Funcional

12 de fevereiro de 2020 por innove

A Avaliação físico-funcional é um método pelo qual os Fisioterapeutas podem avaliar as habilidades e limitações, que podem interferir na realização da atividade ou no retorno à atividade normal após afastamento. Este tipo de avaliação permite que o fisioterapeuta forneça ao médico assistente as informações necessárias em um processo de contratação, de acompanhamento ou de desligamento.

O QUE SÃO AVALIAÇÕES FÍSICO-FUNCIONAIS?

A avaliação físico-funcional é um método clínico para avaliar habilidades e limitações relacionadas ao sistema osteomioarticular, que pode ser realizada sem grandes investimentos em equipamentos informatizados desnecessários ou programas de software.

 A avaliação é um método para ajudar o setor médico da empresa para complementar um acompanhamento de:

  • Funcionalidade – sendo significativo e útil. Nesse contexto, a avaliação funcional indica uma atividade intencional necessária, que pensando em ergonomia, é um movimento de trabalho real. Funcional implica um movimento definível com um começo e um fim, e um resultado que pode ser medido, quantificado e qualificado. Assista abaixo o vídeo do Dr. Douglas Garcia, sobre a CIF (Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde): https://www.youtube.com/watch?v=fXSSfftXG4E
  • Capacidade – mensuração da capacidade máxima. Capacidade indica habilidades existentes para atividades, incluindo a função máxima capaz de ser usada (força de preensão, extensão e mobilidade articular ativa, por exemplo).
  • Avaliação – abordagem sistemática, incluindo observação, raciocínio e conclusão. Indo além do monitoramento e registro, o processo de avaliação implica uma declaração de resultados explicativa e uma medição objetiva da atividade.

POR QUE REALIZAR AVALIAÇÕES FÍSICO-FUNCIONAIS?

  • A maioria dos processos de avaliação médica não é funcional.
  • Os exames físico-funcionais realizados por fisioterapeutas determinam o nível de função do sujeito em relação a um objetivo específico do trabalho ou em relação às diretrizes genéricas.
  • Os médicos normalmente não fornecem uma classificação final de incapacidade.
  • O fisioterapeuta do trabalho ajuda na classificação final de um médico por determinar o nível músculo-esquelético do indivíduo, através da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF, OMS – 2003);
Avaliação de mobilidade articular ativa
  • A maioria das avaliações médicas não avalia o esforço ou a presença de sinais não orgânicos.
Avaliação de força de preensão manual

QUANDO AS AVALIAÇÕES FÍSICO-FUNCIONAIS DE CAPACIDADE DEVEM SER REALIZADAS?

  1. Durante o acompanhamento do tratamento, após todos os exames e tratamentos médicos necessários terem sido fornecidos;
  2. Após platô em fisioterapia;
  3. Parte do processo de contratação;
  4. Avaliações periódicas durante o contrato de trabalho;
  5. Trabalhador com solicitação de troca de função;
  6. Trabalhador com queixa de dor músculo-esquelética que pode estar relacionada ao trabalho;

QUEM PODE REALIZAR A AVALIAÇÃO FUNCIONAL DA CAPACIDADE?

  • Fisioterapeutas e Fisioterapeutas do Trabalho, Profissionais de Ed. Física.

ONDE PODEM SER FEITAS AS AVALIAÇÕES FUNCIONAIS DA CAPACIDADE?

  • Ambulatório na própria empresa ou clínica com o equipamento adequado:
  • Equipamento de teste padrão:
  • Goniômetros, dinamômetros, fita métrica, kit de teste de sensação, kit de teste de destreza, câmera infravermelha, câmera fotográfica, maca, etc..
  • Equipamento de teste funcional:
  • Elevação (caixas de elevação, pesos, prateleiras de elevação)
  • Empurrar / puxar (medidor de força)
  • Tolerâncias posicionais (espaço adequado para permitir circuitos de habilidades – tarefas de flexão de tronco, agachamento, elevação de braços, etc.)

QUANDO E PARA QUE PODE SER REALIZADA A AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE FUNCIONAL?

  • Entrevista de admissão
  • Acompanhamento da saúde funcional durante o contrato de trabalho;
  • Como avaliação demissional, para avaliar as valências físicas no decorrer de todo o contrato de trabalho;
  • Avaliação músculo-esquelética;
  • Avaliação de queixas músculo-esqueléticas que pode ser relacionadas a atividade laboral;
  • Avaliação da composição corporal;
  • Testes de força estática;

Sua empresa pensa em PREVENÇÃO? Sua empresa já realiza avaliações funcionais dos trabalhadores? Sua empresa monitora a saúde física dos trabalhadores? #penseemprevenção

A importante vantagem de um processo de ergonomia PROATIVO

12 de fevereiro de 2020 por innove

Um processo ergonômico PROATIVO, identifica e reduz fatores de risco ergonômicos antes que ocorram lesões.

A ergonomia pode beneficiar sua organização de várias maneiras. Sabendo utilizar bem esta ferramenta, a ergonomia pode aumentar a produtividade, reduzir custos, elevar o moral dos funcionários e até melhorar a qualidade do produto, citando apenas alguns benefícios.

Mas a empresa precisa saber UTILIZAR bem esta ferramenta. 

Parte de fazê-lo bem é ser proativo com seu processo de ergonomia.

A diferença entre ergonomia proativa e reativa

Com muita frequência, os esforços de ergonomia nas empresas são assim:

  • A empresa está sempre esperando uma lesão ocorrer antes de medir os fatores de risco ergonômico;
  • A ergonomia não está ligada a objetivos organizacionais e estratégicos da empresa;
  • Os projetos de melhoria no local de trabalho recebem pouco/nenhum financiamento ou apoio;
  • Faltam resultados devido a uma abordagem reativa;

A abordagem reativa é clássica nestas empresas. Muitas vezes, é frustrante para as pessoas diretamente ligadas a segurança do trabalho, porque elas podem ver o potencial da ergonomia, mas simplesmente não conseguem chegar lá, seja por “barreiras” impostas pelo processo, seja por desconhecimento dos benefícios por parte da alta gestão.

Quando isso acontece, a empresa precisa mudar sua mentalidade e adotar uma abordagem proativa.

Como funciona uma abordagem proativa:

  • Fatores de risco ergonômicos são medidos e monitorados antes que ocorra uma lesão;
  • A ergonomia é vista como um processo de melhoria contínua (não um programa ou evento único);
  • A empresa vinculou o processo de ergonomia a objetivos organizacionais estratégicos;
  • Os envolvidos defendem a ergonomia proativa para adquirir o financiamento e os recursos necessários para sua implementação;
  • O treinamento em ergonomia garante que seu pessoal desenvolva o conhecimento e as habilidades necessárias para um processo de ergonomia eficiente.

É possível ver a diferença?

O segundo cenário é como a empresa obtém resultados e obtém os benefícios que foram listados no início deste texto (aumento de produtividade, redução custos, elevação do moral dos funcionários, melhora da qualidade do produto, etc.).

Um processo de ergonomia proativo não espera que ocorra uma lesão antes de ser implementado, uma vez que, este tipo de processo é incorporado profundamente às operações existentes para reduzir riscos e melhorar o desempenho.

A poderosa vantagem de um processo de ergonomia proativo

A vantagem de um processo de ergonomia proativo, é que você pode parar de adivinhar e começar a saberqual é o risco no seu local de trabalho.

Então, a empresa terá a oportunidade de concentrar seus esforços em melhorias no local de trabalho, em vez de reagir a outra lesão.

A organização pode enfrentar o problema, em vez de lidar com as consequências de uma abordagem reativa. Pense nisso!

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Ergonomia = Economia

12 de fevereiro de 2020 por innove

Muitas vezes as empresas enxergam a ergonomia como custo. E, se ao contrário de custos você pudesse olhar a ergonomia como investimento?

Você sabia que uma doença relacionada ao trabalho pode gerar uma despesa acima de R$ 10.000,00 (dez mil reais) em apenas UM funcionário. Será? Eu explico.

1. Funcionário doente começa sofrer de presenteísmo, ou seja, ele está presente no trabalho, entretanto não está produzindo. Assim, você perda na quantidade e na qualidade do processo produtivo. Aqui, já começamos de maneira imperceptível criar um passivo seja na perda de material, retrabalho, perda dos prazos etc…

2. Em um segundo momento, seguindo doente, o trabalhador começa apresentar perdas funcionais (dor, falta de força, dificuldade de concentração) e por conseguinte ele vai faltar ao trabalho. Neste momento começamos contabilizar as perdas de hora/homem. Os primeiros 15 dias de atestado são por sua conta. Se for 15 dias, para alguém que ganha R$ 1.500,00, você vai desembolsar por volta de R$ 1.000,00 para deixar a pessoa se recuperando. Ela não está produzindo e você vai ter que substituí-la por outra tendo que pagar essa pessoa. Ou ainda, vai sobrecarregar a equipe pela ausência do colaborador doente expondo os outros à maior pressão. Então até aqui você já teve perdas produtivas e financeiras que não podem ser calculadas pois você nem percebeu que elas estavam acontecendo.

3. Não havendo estudo do adoecimento e das queixas de sobrecarga músculo-esquelética, o trabalhador se afasta do trabalho, melhora parcialmente e retorna para a função. Ocorre um ciclo vicioso de afastamentos e retorno. Começa existir um desgaste na relação de trabalho havendo indisposição entre o trabalhador e a empresa. A empresa segue pagando os dias de atestados, perdendo produção e performance.

4. Pode ocorrer rompimento traumático do contrato de trabalho e o trabalhador ingressa com ação judicial. Você vai ter que contratar um advogado, imaginamos que não seja menos de R$2.000,00 reais para começar. Depois conforme o processo anda é preciso fazer aportes financeiro aos advogados. Havendo doença ocupacional no processo será designada ao menos duas perícias. Uma perícia no local de trabalho e outra perícia para avaliar a pessoa. A empresa vai ter que contratar seus assistentes técnicos para auxiliar na defesa. O custo do assistente é por volta de R$ 2.000,00. Como são duas perícias, são R$ 4.000,00.

5. Então se a empresa não tem uma gestão ergonômica eficiente, descumpre a NR-17 e fica provado que o trabalho contribuiu pelo adoecimento do trabalhador. O juiz atribui culpa à empresa e havendo dever de indenizar ela vai pagar dano material e moral ao trabalhador. O dano moral varia entre R$ 3.000,00 e R$ 5.000,00. O dano material é calculado pelo tamanho da lesão, mas facilmente passa de R$ 10.000,00. 

Como a empresa perdeu a ação terá que pagar as custas do processo, ou seja, pagar os peritos do juízo cerca de R$ 2.000,00 cada um bem como o advogado do outro lado.

Veja, nesta conta de padeiro, só com as custas do processo temos cerca de R$ 6.000,00. Se você perder a ação o custo vai subir ainda mais. 

Tirando o processo judicial a empresa já perdeu em horas/homem, presenteísmo, qualidade e produção.

E pode piorar! O FAP (Fator Acidentário Previdenciário) vai aumentar e a empresa vai pagar ainda mais imposto.

Pode piorar mais? Infelizmente pode….. Comprovado que o trabalho adoeceu a pessoa, o INSS pode ingressar com uma ação regressiva contra a sua empresa cobrando todos os valores gastos com auxilio doenças e demais encargos previdenciários.

Não permita que esse efeito cascata recaia sobre o seu negócio.

Com uma boa análise ergonômica podemos adaptar muito bem o trabalho ao homem evitando afastamentos, adoecimentos, perda de produção, qualidade e principalmente evitar ações judiciais.

Nós da INNOVE – Ergonomia de Resultado, podemos te ajudar! Vamos buscar o ponto de equilíbrio entre a saúde do trabalhador e a eficiência da empresa.

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Métricas de processo em ergonomia: dicas rápidas

12 de fevereiro de 2020 por innove

Como podemos usar métricas fazer um gerenciamento ergonômico?

O que é medido é feito, enquanto o que não é medido tende a ser ignorado”

Autor Desconhecido

A citação acima é frequentemente atribuída a várias pessoas diferentes. Se Deming, Drucker ou Peters foram os primeiros a dizer, é verdade – a medição é importante.

A excelência operacional só pode existir quando é definida e medida. Portanto, para alcançar a excelência em ergonomia, a empresa precisará definir métricas inteligentes e rastreá-las a cada passo no processo.

Compreendendo os indicadores

Um indicador é uma medida que pode preceder ou indicar um evento futuro usado para conduzir e medir atividades realizadas para prevenir e controlar lesões.

Os indicadores também medem os incidentes de uma empresa na forma de estatísticas anteriores de acidentes, índices de atestados ou de queixas/afastamentos por doenças ocupacionais.

Enfatizar os principais indicadores manterá a empresa no lado proativo do espectro prevencionista. A empresa poderá usar os principais indicadores para realizar o gerenciamento e reduzir os riscos antes que ocorram lesões ou incidentes/acidentes.

Métricas de processo de ergonomia

As métricas escolhidas devem corresponder aos objetivos que o ergonomista definiu para o processo de ergonomia. Essas métricas geralmente podem se enquadrar várias categorias, como por exemplo:

1.  Desenvolver uma força de trabalho altamente treinada com consciência, conhecimento e habilidades em ergonomia;

2.  Identificar fatores de risco ergonômicos;

3.  Controlar fatores de risco ergonômicos;

4.  Obter resultados;

1. Desenvolver uma força de trabalho altamente treinada com consciência, conhecimento e habilidades em ergonomia

O obje do processo de melhoria da ergonomia é identificar e controlar os fatores de risco ergonômico. Conseguir isso exige uma força de trabalho altamente treinada, com conhecimentos e habilidades em ergonomia. Para ter sucesso, pessoas precisam ser treinadas para cumprir sua função e saber as suas responsabilidades no processo.

Porcentagem de funcionários que concluíram o treinamento em ergonomia. 

Todos os funcionários devem receber treinamento em ergonomia e prevenção de distúrbios músculo-esqueléticos. Essa avaliação contínua garante que nenhum funcionário seja deixado para trás.

Membros da equipe de ergonomia, engenheiros e funcionários de instalações, supervisores e outros membros da equipe que precisam de habilidades especializadas para desempenhar seu papel no processo, e também precisam ser treinados. Essa é uma medida de atividade com o objetivo de garantir que a equipe tenha as habilidades necessárias para conduzir um processo de melhoria ergonômica eficaz e eficiente.

2. Identificando os fatores de risco ergonômico

Identificar o risco presente no local de trabalho é uma etapa essencial do processo. A empresa só pode fazer esforços para diminuir o risco que sabe que existe. Estas métricas mostram como a empresa visualiza os níveis de risco presentes em suas instalações.

Porcentagem de trabalhos direcionados que foram avaliados quanto ao risco.

Esta medida líder indica o quanto a empresa sabe sobre os fatores de risco ergonômicos em seu local de trabalho. 

Porcentagem de novos equipamentos, ferramentas e processos avaliados quanto ao risco antes da implementação.

Esse número é um dos mais importantes para garantir que fatores de risco ergonômico não sejam introduzidos por meio de novos equipamentos, ferramentas e processos.

3. Controle de fatores de risco ergonômicos

Controlar os fatores de risco ergonômico, fazendo melhorias no local de trabalho, é a principal ação do processo de ergonomia. A gestão de ergonomia deve acompanhar o quão bem está controlando os riscos que foram identificados na etapa anterior.

Percentual de atividades com baixo risco. 

Este é um número chave para rastrear e medir o perfil de risco geral da organização. Gerenciar estes valores deve estar sempre no objetivo de todos.

Porcentagem de trabalhos de médio/alto risco com os controles implementados.

Esta é uma medida “ouro” da eficácia do processo de melhoria. Se riscos médios/altos são identificados, mas não controlados de maneira oportuna e consistente, o processo de ergonomia está fadado a sofrer.

4. Obtendo resultados

A empresa está cumprindo seus objetivos de redução de lesões ou não? 

Redução de lesões.

O rastreamento de distúrbios músculo-esqueléticos, dias perdidos, gravidade de lesões e custos de remuneração do trabalhador é importante para determinar a eficácia do seu processo de ergonomia e prevenção de distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho.

Retorno do investimento.

O rastreamento do ROI ao longo do tempo pode gerar um dividendo que você pode usar para reinvestir no processo de ergonomia e prevenção de distúrbios osteomusculares.

Painel de métricas

É interessante a organização ter um painel com as métricas de processo de ergonomia escolhidas para que todos possam visualizar. Isso responsabilizará todos e motivará a equipe a fazer mais para cumprir os objetivos planejados.

Usar métricas inteligentes para acompanhar o progresso levará a empresa a um caminho de gestão em ergonomia com melhores práticas e processos de prevenção de distúrbios osteomusculares.

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