Métricas de processo em ergonomia: dicas rápidas

12 de fevereiro de 2020 por innove

Como podemos usar métricas fazer um gerenciamento ergonômico?

O que é medido é feito, enquanto o que não é medido tende a ser ignorado”

Autor Desconhecido

A citação acima é frequentemente atribuída a várias pessoas diferentes. Se Deming, Drucker ou Peters foram os primeiros a dizer, é verdade – a medição é importante.

A excelência operacional só pode existir quando é definida e medida. Portanto, para alcançar a excelência em ergonomia, a empresa precisará definir métricas inteligentes e rastreá-las a cada passo no processo.

Compreendendo os indicadores

Um indicador é uma medida que pode preceder ou indicar um evento futuro usado para conduzir e medir atividades realizadas para prevenir e controlar lesões.

Os indicadores também medem os incidentes de uma empresa na forma de estatísticas anteriores de acidentes, índices de atestados ou de queixas/afastamentos por doenças ocupacionais.

Enfatizar os principais indicadores manterá a empresa no lado proativo do espectro prevencionista. A empresa poderá usar os principais indicadores para realizar o gerenciamento e reduzir os riscos antes que ocorram lesões ou incidentes/acidentes.

Métricas de processo de ergonomia

As métricas escolhidas devem corresponder aos objetivos que o ergonomista definiu para o processo de ergonomia. Essas métricas geralmente podem se enquadrar várias categorias, como por exemplo:

1.  Desenvolver uma força de trabalho altamente treinada com consciência, conhecimento e habilidades em ergonomia;

2.  Identificar fatores de risco ergonômicos;

3.  Controlar fatores de risco ergonômicos;

4.  Obter resultados;

1. Desenvolver uma força de trabalho altamente treinada com consciência, conhecimento e habilidades em ergonomia

O obje do processo de melhoria da ergonomia é identificar e controlar os fatores de risco ergonômico. Conseguir isso exige uma força de trabalho altamente treinada, com conhecimentos e habilidades em ergonomia. Para ter sucesso, pessoas precisam ser treinadas para cumprir sua função e saber as suas responsabilidades no processo.

Porcentagem de funcionários que concluíram o treinamento em ergonomia. 

Todos os funcionários devem receber treinamento em ergonomia e prevenção de distúrbios músculo-esqueléticos. Essa avaliação contínua garante que nenhum funcionário seja deixado para trás.

Membros da equipe de ergonomia, engenheiros e funcionários de instalações, supervisores e outros membros da equipe que precisam de habilidades especializadas para desempenhar seu papel no processo, e também precisam ser treinados. Essa é uma medida de atividade com o objetivo de garantir que a equipe tenha as habilidades necessárias para conduzir um processo de melhoria ergonômica eficaz e eficiente.

2. Identificando os fatores de risco ergonômico

Identificar o risco presente no local de trabalho é uma etapa essencial do processo. A empresa só pode fazer esforços para diminuir o risco que sabe que existe. Estas métricas mostram como a empresa visualiza os níveis de risco presentes em suas instalações.

Porcentagem de trabalhos direcionados que foram avaliados quanto ao risco.

Esta medida líder indica o quanto a empresa sabe sobre os fatores de risco ergonômicos em seu local de trabalho. 

Porcentagem de novos equipamentos, ferramentas e processos avaliados quanto ao risco antes da implementação.

Esse número é um dos mais importantes para garantir que fatores de risco ergonômico não sejam introduzidos por meio de novos equipamentos, ferramentas e processos.

3. Controle de fatores de risco ergonômicos

Controlar os fatores de risco ergonômico, fazendo melhorias no local de trabalho, é a principal ação do processo de ergonomia. A gestão de ergonomia deve acompanhar o quão bem está controlando os riscos que foram identificados na etapa anterior.

Percentual de atividades com baixo risco. 

Este é um número chave para rastrear e medir o perfil de risco geral da organização. Gerenciar estes valores deve estar sempre no objetivo de todos.

Porcentagem de trabalhos de médio/alto risco com os controles implementados.

Esta é uma medida “ouro” da eficácia do processo de melhoria. Se riscos médios/altos são identificados, mas não controlados de maneira oportuna e consistente, o processo de ergonomia está fadado a sofrer.

4. Obtendo resultados

A empresa está cumprindo seus objetivos de redução de lesões ou não? 

Redução de lesões.

O rastreamento de distúrbios músculo-esqueléticos, dias perdidos, gravidade de lesões e custos de remuneração do trabalhador é importante para determinar a eficácia do seu processo de ergonomia e prevenção de distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho.

Retorno do investimento.

O rastreamento do ROI ao longo do tempo pode gerar um dividendo que você pode usar para reinvestir no processo de ergonomia e prevenção de distúrbios osteomusculares.

Painel de métricas

É interessante a organização ter um painel com as métricas de processo de ergonomia escolhidas para que todos possam visualizar. Isso responsabilizará todos e motivará a equipe a fazer mais para cumprir os objetivos planejados.

Usar métricas inteligentes para acompanhar o progresso levará a empresa a um caminho de gestão em ergonomia com melhores práticas e processos de prevenção de distúrbios osteomusculares.

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